Defesa de dissertação
Mestranda: Juliana Cristina da Silva
Título: O infotenimento esportivo digital na mídia comercial brasileira e seu impacto no jornalismo sob a ótica das indústrias culturais
Data: 23/07/2026
Horário: 16h
Sala: Webconferência (https://meet.google.com/jfg-pxgp-pov)
Banca Examinadora:
Orientador: Prof. Dr. Guillermo Nestor Mastrini (PÓSCOM/UFES)
Membro interno: Prof. Dr. Rafael Bellan Rodrigues de Souza (PÓSCOM/UFES)
Membro externo: Prof. Dr. Sérgio Montero Souto (UERJ)
Linha de pesquisa: Comunicação e Poder
Resumo: este estudo analisa o infotenimento esportivo digital publicado pela mídia comercial brasileira a partir dos objetos ge.globo e ESPN Brasil, por meio de pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo (Bardin, 2016). Tem como objetivo traçar características do infotenimento presente nestas mídias e investigar qual é a sua relação com a Indústria Cultural. Como resultado, pode-se compreender o infotenimento como um fenômeno heterogêneo global. Identificou-se o apreço pelas características sensacionalistas e de espetáculo em ambos os veículos analisados, com padrões diferenciados conforme a fase do calendário esportivo. Também foi possível notar a influência da lógica de plataforma, apoiada em estratégias de viralização de mídias sociais, como uso de enquetes no caso do ge.globo. O direito de transmissões também funcionou como fator de hierarquização na importância de uma pauta, o que já tinha sido observado por Brinati e Mostaro (2017). Como diferenciações entre os veículos, o ge.globo demonstrou preferência pelo infotenimento lúdico, em busca do inusitado e da interação do público dentro da própria matéria no site; enquanto a ESPN Brasil reforçou narrativas espetaculares, sobretudo com a jornada do herói. Conclui-se que o infotenimento é uma expressão atualizada da Indústria Cultural, de Adorno e Horkheimer (1985), exacerbado principalmente na sociedade de plataformas (van Djick; Poell; de Waal, 2018). Mais do que um recurso de linguagem, o infotenimento deve ser pensado como uma estratégia prévia de uma sociedade do espetáculo global, como já alertava Thussu (2007).
