MULHERES INDÍGENAS CIBERATIVISTAS: TERRITORIALIDADES E AUTONARRATIVAS NO INSTAGRAM
Nome: LARISSA RAIS CELESTE
Data de publicação: 05/11/2024
Banca:
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Papel |
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ANTONIO CARLOS QUEIROZ DO O FILHO | Examinador Interno |
DANIELA ZANETTI | Presidente |
LISIANE MACHADO AGUIAR | Examinador Externo |
RUTH DE CASSIA DOS REIS | Examinador Interno |
SÉRGIO RODRIGO DA SILVA FERREIRA | Examinador Externo |
Resumo: Esta dissertação visa investigar as expressões de identidade promovidas por mulheres
indígenas brasileiras ciberativistas, com ênfase nas estratégias de comunicação utilizadas nas
mídias sociais, especialmente no Instagram. A pesquisa analisou os perfis de nove mulheres
indígenas ciberativistas, com foco nas postagens realizadas durante a semana subsequente ao
dia 19 de abril de 2023, data que simboliza a campanha nacional de celebração à cultura e à
luta indígena. A metodologia empregada incluiu uma análise de conteúdo categorial das
postagens coletadas, seguida de uma análise crítica dos dados, visando aprofundar a
compreensão das estratégias adotadas. Essas etapas permitiram avaliar a visibilidade
alcançada pelas ações dessas ativistas nas mídias sociais ao longo do período analisado em
2023. Os resultados evidenciam como essas mulheres constroem e compartilham narrativas
que reforçam suas identidades pessoais e coletivas, transformando as plataformas digitais em
espaços de expressão, resistência e reivindicação de direitos. As mídias sociais emergem,
assim, como ferramentas fundamentais de ciberativismo, possibilitando às mulheres indígenas
ampliar sua voz, fortalecer suas causas e lutar pela dignidade. Por outro lado, o estudo
também destaca os inúmeros desafios enfrentados por essas ciberativistas, decorrentes de sua
dupla identidade enquanto mulheres e indígenas. Entre esses desafios estão barreiras
socioculturais, preconceitos estruturais e limitações de acesso, que tornam a busca por
equidade e justiça social uma luta constante em ambas as dimensões. Essa pesquisa, portanto,
contribui para o campo da comunicação ao evidenciar as dinâmicas de visibilidade, resistência
e representatividade nas mídias sociais, ressaltando o protagonismo das mulheres indígenas
brasileiras no cenário digital.