Defesa de dissertação de Mestrado

Mestrando(a):  Thiago Scarpat Mozer
Título: A GENTRIFICAÇÃO DO QUEER NA TERRITORIALIDADE DIGITAL: dispositivos tecnopolíticos no aplicativo Grindr
Data:  19/08/2021
Horário: 15:00
Local:  Plataforma virtual: 
Entrar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/84928468977?pwd=VmNialRCODgwUjhWR1NRRndadVgrUT09
ID da reunião: 849 2846 8977
Senha de acesso: 507432

Banca Examinadora: 
Profa. Dra. Gabriela Santos Alves (Orientadora - PÓSCOM/UFES)
Prof. Dr. Erly Milton Vieira Junior (Membro interno - PÓSCOM/UFES)
Prof. Dr. João Barreto da Fonseca (Membro externo - PROMEL/UFSJ)

Resumo: Surgida no século passado, a gentrificação é um processo de requalificação urbana que afeta bairros, cidades e/ou regiões a fim de alterar a composição do lugar, sobretudo com novos empreendimentos imobiliários e pontos comerciais, de modo que se tornem nobres regiões até então populares. Porém, mutações epistemológicas têm-se interessado em estudar menos a fisicalidade deste fenômeno e mais seus efeitos simbólicos e estratégias de exclusão. Diante deste aspecto, esta pesquisa toma como objeto de estudo o Grindr, aplicativo de encontros afetivo-sexuais para gays, bissexuais e transexuais, para se pensar como a noção de gentrificação performa no ciberespaço. Para tanto, esta pesquisa propõe a noção gentrificação do queer, um diagrama que lança mão de dispositivos tecnopolíticos que endossam práticas de vigilância territorial para poder gentrificar as sociabilidades e os sujeitos dissidentes do ambiente digital daquele aplicativo. Em sendo assim, fundamenta-se num quadro teórico que recorre a autores como: José Silvério Trevisan e Paul B. Preciado para se pensar a noção de queer; Eve Sedgwick, visando a entender a epistemologia do armário; Foucault e Deleuze para se elaborar as noções de vigilância, controle, diagrama e dispositivo; Fernanda Bruno e David Lyon para discutir tecnopolíticas; Benjamin Loveluck para se pensar o ciberespaço; Marie Chabrol e Sarah Schulman para explanar sobre gentrificação; e Haesbaert e Raffestin para discutir o binômio território-territorialidade. Portanto, esta pesquisa qualitativa utiliza a genealogia como metodologia, cujo corpus de análise se compõe, sobretudo, por capturas de tela dos perfis de usuários do Grindr. Com as análises realizadas, conclui-se que a gentrificação, quando adentra a territorialidade digital, atua como um regime de exclusão e opressão cujos dispositivos são intercruzados e formam um diagrama que controla os usuários; que a gentrificação do queer desloca a experiência dissidente por um volume assimétrico de vigilância que normatiza as marcas queer neste aplicativo; e que a interação dos dispositivos tecnopolíticos provocam invisibilidade compulsiva, refazimento de subjetividades, negociação de privacidades e reprogramação de um certo modo de intimidade.

Palavras-chave: gentrificação do queer; territorialidade digital; tecnopolítica; vigilância; Grindr.
 

Tags: 
Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910