A Cidade Rasurada: Intervenções Gráficas Urbanas, Comunicação e Imaginação Espacial

Nome: Sérgio Rodrigo da Silva Ferreira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/08/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Aparecido Jose Cirilo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alexsandro Rodrigues Examinador Externo
Aparecido Jose Cirilo Orientador
Daniela Zanetti Suplente Interno
Júlia Maria Costa de Almeida Suplente Externo
Ruth de Cássia dos Reis Examinador Interno

Resumo: Esta pesquisa pretende entender o lugar da pichação como mídia radical que junto com a cidade comunica em pequena escala e de diferentes formas, e compreende esta atividade que tem características constituintes híbridas flertando com uma série de fazeres artísticos das artes visuais (como a pintura, as intervenções urbanas e o próprio grafite) e literárias quanto com a subversão, com a criminalidade, com a resistência cultural e política. O tema deste trabalho se insere no campo da imaginação espacial a partir da geógrafa Doreen Massey que afirma que os pressupostos implícitos que fazemos em relação ao espaço são importantes, uma vez que a imaginação como mecanismo produtor de imagens para o pensamento cria modos de conceber o espaço com efeitos e implicações específicas, sociais e políticas. O material documental analisado, pesquisas recentes sobre as intervenções gráficas feitas sobre a cidade, serve como base para a extração das noções de cidade que estão imbuídos em seus discursos. O que se conjecturou foi conceber o espaço urbano e as imagens criadas a fim de estabelecer como as intervenções urbanas gráficas – os pixos e os grafites – borram fronteiras estabelecidas nos territórios da cidade. Assim é que se estabelece que os territórios sejam frutos das interações entre relações sociais e controle do/pelo espaço, relação de poder em sentido amplo, ao mesmo tempo de forma mais concreta (dominação) e mais simbólica (um tipo de apropriação, como nos casos em que analisaremos). O controle desse espaço é feito tradicionalmente por demarcações, por meio de limites e fronteiras, e as intervenções feitas sobre os elementos que compõe a espacialidade urbana multiterritorializam-nos, o que significa ali diminuir ou enfraquecer o controle sobre ele, aumentando assim a dinâmica, a fluidez, a mobilidade, de outras estéticas, informações e discursos alternativos às políticas, prioridades e perspectivas hegemônicas. O trabalho daquele que intervém não é, pois, apenas o de manipular os elementos pictóricos, mas o de se apropriar dos elementos materiais das cidades e dos movimentos que seus habitantes fazem pelo espaço a fim de comunicar ou de sensibilizar seu público. É neste sentido também que as questões políticas, econômicas e sociais são aspectos de leitura que passam pela compreensão da intervenção gráfica urbana.

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